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O sucesso do obscuro Thomas Pynchon

15 de agosto de 2004
1 min de leitura

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Há quem garanta que ele não existe – seus romances seriam fruto de um trabalho coletivo. Outros ainda duvidam que o rapaz de expressão abobalhada que figura na sua única foto conhecida (tirada em 1955, quando estava na marinha) também não é ele. Em todo caso, os fãs do escritor americano Thomas Pynchon pouco se importam com sua ferrenha disposição em não aparecer, garantindo-lhe a condição de o mais famoso recluso literário da nossa era – seus livros, publicados entre períodos espaçados, normalmente vendem milhares de exemplares pelo mundo, mesmo que a leitura de qualquer um de seus textos seja semelhante a uma experiência-limite. Pynchon é autor de Mason & Dixon (848 pp., R$ 73,50), verdadeiro tijolo recentemente lançado pela Companhia das Letras. Nos Estados Unidos, o livro foi editado em 1997 e, apesar do quase impenetrável estilo de Pynchon, vendeu, apenas em sua primeira edição, 175 mil exemplares.

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