O sucesso do obscuro Thomas Pynchon
Há quem garanta que ele não existe – seus romances seriam fruto de um trabalho coletivo. Outros ainda duvidam que o rapaz de expressão abobalhada que figura na sua única foto conhecida (tirada em 1955, quando estava na marinha) também não é ele. Em todo caso, os fãs do escritor americano Thomas Pynchon pouco se importam com sua ferrenha disposição em não aparecer, garantindo-lhe a condição de o mais famoso recluso literário da nossa era – seus livros, publicados entre períodos espaçados, normalmente vendem milhares de exemplares pelo mundo, mesmo que a leitura de qualquer um de seus textos seja semelhante a uma experiência-limite. Pynchon é autor de Mason & Dixon (848 pp., R$ 73,50), verdadeiro tijolo recentemente lançado pela Companhia das Letras. Nos Estados Unidos, o livro foi editado em 1997 e, apesar do quase impenetrável estilo de Pynchon, vendeu, apenas em sua primeira edição, 175 mil exemplares.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta


