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Dom Quixote, enxuto e quatrocentão

10 de agosto de 2004
1 min de leitura
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Nem no sonho mais delirante Dom Quixote de la Mancha poderia imaginar que seu legado chegaria tão longe: quatro séculos depois de ter sua história contada pelo espanhol Miguel de Cervantes (1547-1616) como uma sátira aos romances de cavalaria da época, o personagem que percorre a Espanha em busca de justiça continua sendo figura de forte relevância no imaginário popular. Considerado por vários especialistas a melhor obra de ficção de todos os tempos, O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha vai ser celebrado com pompa em 2005, data exata dos 400 anos. A contagem regressiva para as comemorações – que vão gerar eventos por todo o globo e até uma rota turística pela região de Castela La Mancha, cenário da trama – conta, a partir de hoje, com um aperitivo saboroso no Rio de Janeiro: a exposição Quixote ilustrado, que o Instituto Cervantes leva a público no Centro Cultural da Justiça Federal até 9 de setembro. A mostra, que já passou por Nova York e Quito, no Equador – onde atraiu 26 mil pessoas – é composta por 101 imagens de oito das principais edições de Dom Quixote publicadas entre 1771 e 1819.

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