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A geração que teve, ou acreditava ter, o céu ao alcance das mãos

24 de julho de 2004
1 min de leitura

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Maria José Silveira não é, nem de longe, maruja de primeira viagem – nas letras ou na vida. Em seu terceiro livro, o romance O fantasma de Luis Buñuel (Francis, 334 pp., R$ 41,50), ela pinta, com olhar de testemunha, um retrato bem focado de um segmento representativo da chamada Geração 68, aquela que protagonizou e viveu uma das mais ricas etapas de generosidade e voluntarismo do século XX. Uma época do mundo que Antonio Candido descreveu, com sua habitual pontaria (mais que certeira) como “os anos jovens”. Maria José esteve lá, naquele tempo, e neste livro mostra, com delicadeza, parte da bagagem que foi acumulada na longa viagem rumo ao futuro possível e que não se deu.

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