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Coletâneas mapeiam obra feminina

24 de julho de 2004
1 min de leitura

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As coletâneas estão de volta ao mercado de livros, com destaque para o conto, leitura rápida e que exige pouco envolvimento: adequada a estes tempos, portanto. Dois lançamentos mapeiam a produção atual de mulheres brasileiras. Em Feminino (Lazuli / Sesc São Paulo, 112 pp., R$ 15,60), a maioria das 11 autoras estreou em literatura nos anos 70. Num time tão experiente, estão nomes consagrados como Nélida Piñon, Adélia Prado e Ana Miranda. Mas o critério de seleção não foi o tempo de carreira, que deixaria de fora escritoras de revelação mais recente, como Letícia Wierzchowski, Heloísa Seixas ou Ana Paula Pacheco. Os textos foram escolhidos entre os publicados na revista E, do Sesc, de 1995 a 2003.
Em 25 Mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira (Record, 368 pp., R$ 39,90), o recorte é bem diferente: só entraram contos inéditos, de mulheres que começaram a publicar a partir de 1990. O organizador do volume, o escritor Luiz Ruffato, abre o livro com um panorama histórico da contribuição das mulheres à literatura no Brasil. Segundo Ruffato, o principal objetivo é mostrar a ficção que essas autoras estão produzindo, visão compartilhada por muitas delas.

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