O governo está perdendo uma oportunidade histórica
Em 1979, com apenas 22 anos, o professor de literatura inglesa Dan Baron abriu mão da sua confortável vida londrina para ajudar os exilados políticos, os sem-terra e os sobreviventes de guerras mundo a fora. Pós-graduado em Teatro Político pela Universidade de Oxford, Baron adotou a arte como meio de reestruturar e revitalizar comunidades excluídas. Conhecido como um arte-educador, foi convidado a participar da reconstrução da África do Sul pós-apartheid e da construção de uma Palestina independente. Desde 1998, vive em Santa Catarina e trabalha como professor visitante na Universidade Estadual. “A sensibilidade e a solidariedade da humanidade brasileira, e o projeto do MST me fascinaram”, conta. O interesse do londrino não se resume ao universo teórico. Com Manoela Souza, sua companheira e colaboradora, ele oferece oficinas de alfabetização cultural em assentamentos de sem-terra e comunidades indígenas. Agora, todo o trabalho desse determinado professor pode ser conferido nas 432 páginas de Alfabetização cultural: a luta íntima por uma nova humanidade (Alfarrabio, R$ 44). Clique no título da matéria e leia a entrevista com Baron.
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