O livro jurídico vende bem
O segmento de legislação e Direito representa 3% do mercado editorial. O aumento no número de cursos de Direito e de profissionais que se formam nessa profissão levou as editoras a descobrir um novo nicho de mercado: o de livros jurídicos. Com uma participação ainda tímida – cerca de 3% do mercado total -, esse segmento tem conquistado espaço crescente no catálogo das editoras. De acordo com informações da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em 2001 foram lançados 2.784 títulos sobre direito e legislação, que representaram 7,13 milhões de exemplares vendidos. Já em 2002, apesar de o número de títulos lançados ter sido menor (2.170), houve um aumento de sua participação na produção nacional, com cerca de 7, 64 milhões. Situação semelhante ocorreu em 2003, quando foram produzidos 1.965 títulos sobre direito e legislação e vendidos cerca de 8,46 milhões de exemplares. O grande volume de mudanças na legislação é responsável pelo incremento nas vendas. No ano passado, por exemplo, o aumento deveu-se à entrada em vigor do novo Código Civil. “O Código alavancou bastante as vendas”, informa o gerente de marketing da Editora Atlas, Edson Andrade de Carvalho. Apesar de a editora ter como carro-chefe as áreas de contabilidade e finanças, “o que vem crescendo mesmo é a área do Direito, devido à abertura de novas faculdades e mudanças na legislação”. Esse setor representou 53% do faturamento total da editora, no ano passado. Na Editora Saraiva os livros jurídicos corresponderam, no ano passado, a 34,2% do mix de produtos. Em 2002, esse segmento correspondia a cerca de 30% do total; em 2001, pouco mais de 20%.
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