Quando autora e personagem renascem
“Depois do que aconteceu na Praça da Paz Celestial, decidi renascer na França”. A declaração de Shan Sa, autora de Imperatriz (Ediouro, 352 pp., R$ 49,90), explica a mudança pela qual passou a poeta chinesa que vencera o concurso nacional de poesia para crianças aos 12 anos e que, aos 17 anos, imigrava para a França. Imperatriz conta a vida de Luz, uma mulher chinesa no século VII que chegou a imperatriz, modernizou a administração do império chinês e fundou uma nova dinastia – e que, para isso, também teve de renascer várias vezes. Luz era filha de um comerciante que ganhara a confiança do imperador, como general, e de uma descendente de família nobre. Mas, como a hereditariedade seguia pelo lado paterno, é considerada plebéia e sua família vai para o ostracismo quando o imperador morre. Graças a um ex-companheiro de armas de seu pai, Luz renasce como concubina do imperador. Graças à habilidade como domadora de cavalos, se aproxima do filho do imperador. Depois da morte do regente, é escolhida como favorita daquele amigo de infância. Luz reina junto com o imperador e, quando ele morre, ela renasce mais uma vez como imperatriz. Chama a atenção no livro a bela sobrecapa criada em papel vegetal que, por sua vez, cobre os motivos orientais impressos na capa em papel cartão.
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