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Roteiro de viagem pela zona selvagem

17 de julho de 2004
1 min de leitura

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O tempo arrefeceu o glaucoma barroconcreto chamado Pedro José Ferreira da Silva. Ou simplesmente Glauco Mattoso. Os pés que antes fediam a sexo selvagem, dando margem a uma experimentação estilística que ultrapassava os limites do construtivismo trava-língua, hoje parecem empapados de talco antisséptico Granado. O que dá margem ao raciocínio é Poesia digesta (1974-2004) (Landy, 232 pp., R$ 35), uma coletânea bastante ilustrativa da carreira do bardo de um submundo fassbinderiano, que denota o esfriamento de sua verve mais furiosa com o passar dos anos.

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