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Instalações e contaminações poéticas

17 de julho de 2004
1 min de leitura

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Poemas visuais como os de Tortografia (Iluminuras, 64 pp., R$ 30), de Eliana Borges e Ricardo Corona, estão para a literatura como as instalações estão para as artes plásticas. Em ambos, temos uma técnica que parece negar a “essência” de sua linguagem, sendo contaminada por outras modalidades de arte até um ponto em que já não distinguimos qualquer delimitação. E tanto a poesia visual quanto as instalações enfrentam resistência em boa parte do público: o fato de solicitarem uma “explicação” exterior ao objeto artístico provaria sua artificialidade.

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