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Escritores têm que sair da toca

11 de julho de 2004
1 min de leitura

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Muitos espectadores e muitíssimos convidados superlotaram a Tenda dos Autores para ver, na noite de sábado, Chico Buarque e Paul Auster. Com dezenas de pessoas ocupando as escadas, o diretor artístico da Flip, Flávio Pinheiro, abriu a sessão pedindo calma. A troca de bolas ficou animada quando eles começaram a responder às perguntas do público e dos mediadores (o escritor Milton Hatoum e a presidente da Flip, Liz Calder). Chico afirmou que costuma, ao ler entrevistas de escritores, pensar: “Que gente esquisita!”. “Todos dizem que seus escritores preferidos são Kafka, Flaubert e Dostoiévski. Aí um diz: ‘Não leio meus contemporâneos’. Se ele não lê, quem vai ler?”, disse, defendendo que os pares sejam menos solitários. “É bom que escritores saiam da toca, brinquem, joguem bola, bebam no botequim.”

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