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Cada coisa a seu tempo

11 de julho de 2004
1 min de leitura

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Cena que só poderia acontecer em Paraty: o americano Jeffrey Eugenides se aconchega no sofá da pousada onde está hospedado, no Centro Histórico, e prepara-se para a entrevista. Começa a falar de seu maior sucesso, o livro de estréia As virgens suicidas, lançado pela Rocco, quando sua atenção é desviada por Luís Fernando Verissimo, que pede perdão por interromper o papo, aperta sua mão e elogia suas falas na mesa do dia anterior. A agente do escritor americano se apressa em explicar melhor quem é aquele senhor, e os dois emendam um papo curto e respeitoso, que acaba com a promessa sincera do jovem escritor em comparecer à mesa do veterano. De contatos simpáticos como esse é construída a alegre e por enquanto curta história da Flip. Jeffrey Eugenides volta ao sofá e emenda: “Sabe, já estive em muitos festivais, e confesso que, de vez em quando, me canso. Mas aqui estou tendo um momento incrivelmente bom. Os escritores de língua inglesa estão passando algum tempo juntos. A melhor coisa é a possibilidade de fazer amizades, quebrando a rotina solitária do escritor”, diz.

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