A história do vulcão que destruiu a ilha de Krakatoa
O agente Loyd em Batávia (na ilha de Java), na data de 23 de maio, telegrafa: “Forte Erupção Vulcânica, ilha Krakatowa, Estreiro Sunda.” Essa foi a primeira notícia, uma nota no pé em uma página interna do jornal inglês The Times, publicada no mundo ocidental sobre a mais mortal erupção vulcânica da história. A erupção que varreu do mapa o vulcão Krakatoa, matando 36 mil pessoas, demorou ainda três meses para ocorrer, mas foi no 23 de maio que o Krakatoa começou a dar os primeiros sinais da sua atividade interna. A história, recontada por Simon Winchester no recém-lançado Krakatoa (Objetiva, 440 pp., R$ 57,90), teve seu ápice no 27 de agosto, às 10h02, quando começou o dia do juízo final em Krakatoa. O resultado: o complexo de ilhas onde estava o vulcão afundou, deixando uma grande cratera em seu local.
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