Viagem da leitura
Quem costuma usar o metrô já deve ter notado, nas plataformas de algumas estações, a presença daquelas máquinas atraentes que vendem seus produtos em troca de moedas ou cédulas de baixo valor. Até aí nenhuma surpresa. No entanto, quando se chega um pouco mais perto, percebe-se que em vez de guloseimas coloridas e apetitosas agora essas máquinas estão oferecendo às pessoas que vão de um lado a outro da cidade algo diferente: livros. Isso mesmo, livros a partir de R$ 3. Muitos transeuntes atraídos pela curiosidade param e verificam os títulos e os autores ali disponíveis. Observam o cartaz bastante visível que assegura: “todos os textos estão na íntegra”, como também os dizeres em negrito das etiquetas coladas sobre as obras: “acompanha embalagem para presente”. Outros, mais interessados, conferem o preço e, então, iniciam a rápida operação da compra, a fim de obter o volume desejado. Aquele que compra sai contente com sua nova aquisição; aquele que apenas observa vê nessa nova dinâmica de compra e venda do livro uma excelente oportunidade para se pensar a respeito de uma velha questão: a popularização do livro no país.
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