Exposição e livro mostram a face desenhista da misteriosa Pagu
Com raras exceções a trajetória de Pagu sempre foi apresentada ao público rimando com cada uma das muitas variantes da palavra tabu. Patricia Galvão (1910-1962), a mulher por trás do apelido, é até hoje mais lembrada pelo seu envolvimento polêmico com o então marido de Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade, e por suas peripécias no comunismo brasileiro do que por sua presença na cultura brasileira. Esse quadro, que começou a ser mudado mais intensamente só nos anos 80, com a publicação de livro sobre ela por Augusto de Campos, agora tem duas importantes alterações.
O Museu da Imagem e do Som, o MIS, abre hoje ao público, em São Paulo, a exposição “Desenhos de Pagu”, realizada pela pesquisadora Lúcia Maria Teixeira Furlani e produzida pelo filho de Pagu e Oswald, Rudá de Andrade. A mostra, com desenhos inéditos, nasce acompanhada do livro Croquis de Pagu – 1929/E Outros Momentos Felizes que Foram Devorados Reunidos (Cortez / Unisanta, 128 pp., R$ 30), que Furlani organizou.
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