Das pradarias para as livrarias
Em tese, completaram-se em 2003 cem anos do lançamento do primeiro filme de faroeste, “The great train robbery”, dirigido por Edwin S. Porter. Em tese porque a filiação de determinado filme a determinado gênero é costumeiramente duvidosa, como bem sabe o especialista em história do cinema americano A.C. Gomes de Mattos, que, no livro O outro lado da noite: Film noir, de 2001, dá conta de separar noirs “puros” de “impuros”, inclusive deixando fora do livro os que julga impuros demais. O mesmo processo de trabalho norteou a pré-preparação de seu recém-lançado Publique-se a lenda: A história do western (Rocco, 224 pp.). Neste caso, a seleção foi mais radical: não há espaço para “impuros”. “Eliminei uma série de categorias”, diz ele. Embora o gênero tenha sumido do imaginário popular há tempos, a Rocco está apostando na celebração do centenário e, juntamente com Publique-se a lenda, lança uma coleção de cinco livros de faroeste escritos em épocas distintas pelo veterano Elmore Leonard.
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