Livro de 1973 redescobre o contista Plínio Marcos
O livro se chama Histórias das Quebradas do Mundaréu (Editora de Cultura, 180 pp., R$ 28). De saída, Plínio Marcos diz a que vem. Quebrada é terreno desbarrancado, ou seja, onde só moram os pobres, gente que é do mundaréu, da língua poética da gíria. Com o título, já se posiciona. Vai contar a história dos humilhados e ofendidos. Confirma o posicionamento na apresentação do livro: “Lá onde o vento encosta o lixo e as pragas botam os ovos, nos atalhos esquisitos, estreitos e escamosos do roçado do bom Deus, vive o povão lesado da sociedade, que, apesar de tudo, é generoso, apaixonado, alegre, esperançoso e crente numa existência melhor, na paz de Oxalá. Eu sou o repórter dessa gente simples”. O livro é uma coletânea de textos que o autor escrevia para o jornal Última Hora, de São Paulo. Foi lançado em 1973 e acaba de ser relançado pela Editora de Cultura numa coleção que promete: Letras do Brasil.
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