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Grandão, o assaltante de bancos que sobreviveu à prisão

27 de março de 2004
1 min de leitura

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Pelas prateleiras das livrarias, desde os anos da anistia, já passaram depoimentos de importância inquestionável, muito bem escritos, como os de Gabeira, Sirkis, Flavio Tavares, Frei Betto, Reynaldo Guarany Simões, Carlos Eugênio Sarmento da Paz e Herbert Daniel, entre tantos outros ótimos memorialistas dos tempos de chumbo da ditadura militar. Cada livro desses nos dá úteis lições. Lições de utopia, de solidariedade, de forças físicas e psicológicas inauditas. Lições de esperança. E o mesmo acontece quando o jornalista Ottoni Fernandes Jr. resolve finalmente abrir o seu baú de memórias, trazendo à tona suas vivências como militante estudantil e, posteriormente, membro de um dos grupos de tática armada da Aliança Libertadora Nacional (ALN), organização que teve como grandes estrategistas Mariguella e Toledo. Foi para os filhos, que estão com 20 e 23 anos, que Ottoni, excelente editor de economia, que trabalhou anos na Gazeta Mercantil, resolveu contar sua vida de guerrilheiro em Abrindo o baú – Memórias de um guerrilheiro urbano (Record, 304 pp., R$ 36,90).

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