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Minha voz era a de um alienado, diz Cony

20 de março de 2004
1 min de leitura

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“A Hard Day’s Night”, dos Beatles, foi a última música que Carlos Heitor Cony escutou, no carro que o levava para operar uma apendicite, num dia de março de 1964. Quando pôde caminhar de novo, saiu para um passeio com Carlos Drummond de Andrade. Era 1º de abril de 1964, o presidente João Goulart tinha caído, o Exército levantava uma barricada na avenida Atlântica e a população ainda não sabia o que estava acontecendo. Cony voltou para casa e escreveu “Da Salvação da Pátria”, a primeira de uma série de crônicas que atacariam os militares e a ditadura que se instalava no país. O texto abre também O Ato e o Fato (Objetiva. 196 pp., R$ 28,90), relançado agora.

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