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L&PM retoma lucratividade graças a livros de bolso

19 de março de 2004
2 min de leitura
lpmpocket

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A maior editora de livros do Rio Grande do Sul, a L&PM Editores, saiu do vermelho este ano, quando comemora 30 anos de existência, e volta a figurar entre as líderes do setor no País, situando-se entre as 15 maiores, embora podendo, pelo faturamento previsto para 2004, cerca de R$ 12 milhões, ficar em 9º lugar no ranking nacional. A fórmula para sair de uma situação financeira difícil, que quase levou o grupo à falência nos anos 90 e nestes primeiros do século 21, foi apostar num segmento desprezado pelas editoras de porte, o livro de bolso. A L&PM Pocket, subsidiária da empresa-mãe, já imprimiu e distribuiu três milhões de exemplares de 365 títulos desde 1997, quando começou no negócio de pequenos livros. “A coleção de bolso só foi vitoriosa como fruto da necessidade”, diz Ivan Pinheiro Machado, o PM da L&PM ( o “L” é Paulo Lima), afirmando que a empresa encontrava-se sem saída. O catálogo da Pocket é formado 95% por literatura, nacional e estrangeira, clássicos e modernos. Mas seus campeões de venda vêm dos outros 5%, liderados por Arte da Guerra, do chinês Tsun Tzu, que vende 4.000 exemplares mensais desde que foi indicado pelo técnico da Seleção Brasileira, o Felipão, numa reportagem do Jornal Nacional. A Gráfica e Editora Pallotti, de Santa Maria (RS), enfrentou o desafio de produzir os livros, inicialmente no tamanho de 10×16 cm, mas hoje já os imprime no formato internacional de pockets, de 11×18 cm.

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