A volta ao mundo tragicômico de Dürrenmatt
O escritor suíço Friedrich Dürrenmatt (1921-1990) considerava impossível ao homem contemporâneo entender o sentido da tragédia em tempos tão grotescos, o que explica, parcialmente, o sucesso do melodrama junto às massas. Justifica, também, a escolha de Dürrenmatt – um Brecht sem didatismo – pelo humor negro, seja no teatro ou em outros gêneros, como o conto. Exemplo dessa opção pelo riso amargo é o conto “A Pane”, que abre o terceiro volume da série Grandes Letras, da editora Códex (110 pp., R$ 25). Com nova e boa tradução, do professsor de alemão Marcelo Rondinelli, A Pane vem acompanhado de dois outros contos de Dürrenmatt, O Túnel e O Cão, todos escritos há meio século e assustadoramente atuais num mundo marcado pelo absurdo e o simulacro.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta

