A história do Brasil segundo Machado de Assis
Já faz algumas décadas que Machado de Assis vem sido estudado pelo ponto de vista histórico em contrapartida a uma visão estilística, existencial ou psicológica. Essa vertente deve muito ao crítico Roberto Schwarz, que pelo menos desde Ao Vencedor as Batatas mostra que há muito mais no Bruxo do Cosme Velho do que sonha nossa vã filosofia. A mais recente contribuição a esses estudos foi dada pelo historiador carioca Sidney Chalhoub, especialista em temas como o da escravidão no Brasil. Sua obra Machado de Assis: Historiador (Companhia das Letras, 352 pp., R$ 41) está ligada não só a Schwarz, mas sobretudo ao inglês John Gledson, cujo inescapável Machado de Assis: Ficção e História, foi recentemente relançado.
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