Décio Pignatari recria colapso libertador de Machado de Assis
Uma peça teatral sobre Machado de Assis, mas também um “storyboard” simultaneísta holográfico, interpenetrações de tempos e cenas comprimidos que se despreendem e ganham corpo-som-cheiro. Assim é Céu de Lona (Travessa dos Editores, 72 pp., R$ 50), novo livro de Décio Pignatari. Um dos criadores da poesia concreta, ensaísta com importantes estudos sobre semiótica, Pignatari vem canalizando sua invenção para a prosa experimental, como nos contos de O Rosto da Memória, no romance Panteros e nos fragmentos memorialísticos de Errâncias. Céu de Lona se encaixa nessa vertente. Escrito na forma de diálogos, o livro se apresenta como uma “peça em 19 segmentos”, ilustrada por desenhos de Maria Angela Biscaia e monotipias de Lyria Palombini.
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