Academia Francesa elege hoje novo imortal
Hoje a Academia Francesa elegerá um novo integrante. Esse hábito existe desde a criação da Academia, em 1634, no reinado de Luís XIII. Até hoje, foram nomeados cerca de 700 acadêmicos. O que deveria ser, portanto, algo corriqueiro, não será nada banal. Foi um antigo presidente da República, Valéry Giscard d’Estaing, quem solicitou a eleição e isso não tem precedentes. Jamais, em quatro séculos, um antigo chefe de Estado teve a idéia de se tornar um dos 40 imortais. Até o general De Gaulle, que foi um grande escritor, se recusou a fazê-lo. Responsável pela redação da Constituição da Europa ampliada, D’Estaing é bem mais inteligente que a média dos homens políticos. Dotado de uma “partícula nobiliárquica”, ele corresponde ao arquétipo dos vinhos finos franceses: chique, cultivado e refinado. Sua candidatura foi precedida por uma eficaz “preparação de artilharia”. Há um ano, ele se dedica a ser convidado para os jantares mais elegantes da capital para ter uma chance de encontrar os acadêmicos franceses.
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