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Ian McEwan imerge em níveis diversos de inocência

08 de dezembro de 2003
1 min de leitura

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Uma das lições que o escritor americano Henry James ajudou a estabelecer na ficção pós-realista é que tudo depende do ponto de vista. Afinal, o jovem inglês do romance de Ian McEwan é vítima das circunstâncias ou cúmplice dum ato terrível, traidor de seu país ou homem cegado pela paixão? Depende…. O Inocente (Companhia das Letras, 328 pp., R$ 42,50), narrativa de McEwan, vencedor do Whitbread Award e do Booker Prize, é estranha por si. Mistura uma história de amor (e a sutil análise envolvida dos meandros do relacionamento humano) e uma trama de espionagem à Graham Greene. Há, nas cenas de maior impacto cruento, uma indisfarçável dose de humor negro. O técnico em engenharia Leonard Marnham chega em Berlim em 1955, seis anos antes de o Muro ser erguido. A cidade está repartida em zonas: a dos soviéticos, a dos americanos etc. Segredos políticos e militares são vendidos no mercado negro como carne no açougue. Marnham vai trabalhar numa operação conjunta entre britânicos e americanos. Logo aprende que a empreitada abrange níveis de sigilo.

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