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Pepetela ruma ao noir com sátira ao agente James Bond

06 de dezembro de 2003
1 min de leitura

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James Bond virou Jaime Bunda. É, Jaime Bunda. É com esse nome esdrúxulo que um escritor vencedor do principal prêmio da língua portuguesa estréia agora nos romances policiais. Pepetela, 62, maior nome da literatura angolana e vencedor do Prêmio Camões em 1997, dá os primeiros passos rumo ao noir com um 007 que parece bobo, é bobo, mas que arrastando sua larga poupança pelas misérias de Luanda continua com eficiência a trajetória de seu criador. É nesses abismos sociopolíticos do país africano que Pepetela põe a mira de cada um de seus 15 livros, publicados em mais de 30 países. Arthur Pestana, como o escritor se chamava antes de pegar em armas contra a ditadura de seu país (e adotar o equivalente a Pestana no idioma kimbundu), nos anos 60, tem boa pontaria.
Jaime Bunda, o Agente Secreto (384 pp., R$ 35), que a editora Record está lançando, é um livro levinho, levinho, mas dá o recado. Com pitadas de autores como Evelyn Waugh ou Graham Greene, o escritor passeia com graça pela corrupção, pela anomia, pela miséria cristalizada em uma favela chamada Roque Santeiro, no miolo da capital Luanda. Clique no ttítulo da matéria e leia a entrevista com o escritor.

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