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A epopéia sem fim de Suassuna

30 de novembro de 2003
1 min de leitura

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Criador de alguns dos mais cômicos personagens da literatura brasileira e um confesso palhaço frustrado, Ariano Suassuna, 76, faz troça da demora em torno de sua aguardada próxima obra. “Já marquei tantas vezes que não quero me desmoralizar mais”, diverte-se, ao evitar previsões sobre o lançamento do livro, iniciado em 1981 e que reunirá em vários volumes elementos de teatro, prosa, poesia e artes plásticas. A mais nova pausa na execução do “livrão”, como ele se refere à obra, tem uma causa nobilíssima: o escritor paraibano vai revisar o clássico A Pedra do Reino, que será relançado pela José Olympio. a quinta-feira retrasada, Suassuna recebeu a Folha em sua casa, no Recife, e desvelou um pouco do misterioso romance. Entre outras coisas, que um dos nomes do protagonista será Antero Savedra, claro tributo a um dos seus mestres, Miguel de Cervantes Saavedra, autor de Dom Quixote.

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