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Marías imagina passado para criar presente

29 de novembro de 2003
1 min de leitura

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Há dez anos cravados, o espanhol Javier Marías publicou um ensaio batizado “Sete Razões para Não Escrever Romances e Apenas Uma para Escrevê-los”.
Razões para não escrever são bem mais do que sete, mas motivos para talhar ficção pode-se concordar que não existam muitos além do quase óbvio “permite viver no reino do que podia ser e nunca foi”, usado por ele no texto. Javier Marías não é um escritor em busca do tempo perdido. Talvez seja dos tempos achados. Em seu mais recente romance, Seu Rosto Amanhã (408 pp., R$ 45), que a Companhia das Letras está publicando no Brasil, ele chega ao “reino do que poderia ter sido” por meio de um original futuro do pretérito.

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