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Simulacros da carne

29 de novembro de 2003
1 min de leitura

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O Reino da Pele (Iluminuras, 80 pp, R$ 24), livro de Contador Borges lançado nessa semana, reúne um tipo de poesia que ocupa um lugar excêntrico na literatura brasileira: uma poética feita de imagens exuberantes, com uma atmosfera de delírio que mistura paraísos artificiais com epifanias e transcendências. Para o leitor acostumado com a tradição modernista, a poesia de Contador Borges tem algo de excessivo e disforme, já que aquela linhagem “hegemônica” é feita de rigor formal e economia de metáforas, tanto em sua vertente lírica quanto nas tendências mais construtivistas e experimentais. Portanto, O Reino da Pele deve ser visto como exceção à regra.

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