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Joaquim Cardozo: A melancolia de um poeta

26 de novembro de 2003
1 min de leitura

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Faz 25 anos que morreu Joaquim Cardozo. A data (o último dia 4) passou despercebida, como despercebidas sempre foram a sua poesia e a sua trajetória humana. Talvez por culpa dele, que amiúde se furtou à enganosa glória mundana, como o fez também outro altíssimo e recluso poeta: Dante Milano. Mas há duas semanas, no plenário da Academia Brasileira de Letras, Marcos Vinicios Vilaça cuidou de fazer-lhe o elogio póstumo. E fê-lo de pernambucano para pernambucano, com alma, com doçura e com aquela verve que só os pernambucanos têm. Também como Dante Milano, Joaquim Cardozo (1897-1978) estreou tarde, aos 50 anos, com um volume de versos intitulado Poemas, que é de 1947 (o de Milano, Poesias, é de 1949).

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