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O charme do usado

22 de novembro de 2003
2 min de leitura

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Para preparar a quarta edição de seu disputado Guia dos sebos, que será lançado no próximo mês pela Nova Fronteira, o professor Antonio Carlos Secchin teve trabalho dobrado. De uma hora para outra, os sebos se multiplicaram na Zona Sul do Rio. Muitos optaram por novas estratégias para chamar a atenção do público, transformando o lugar em espaço aconchegante ou cult. Vários começaram como um projeto de sebo na internet e, com o tempo, deixaram de ser virtuais, embora mantenham o acervo totalmente informatizado, para facilitar as buscas. Mas o bom e velho sebo ainda resiste do jeito que sempre foi: escondidinho, escuro e guardando belas raridades. Um dos mais novos foi inaugurado há três meses: o Boca do Sapo, em Ipanema, que também vende CDs. Os quatro sócios sempre foram ratos de sebo e estão cheio de planos para o lugar, principalmente para o subsolo da loja, que eles chamam de Brejo. No mesmo bairro e também novinho – tem 11 meses – fica o Livros, Livros e Livros, um sebo de dar inveja a muita livraria. Ele fica numa galeria nobre de Ipanema e tem aspecto de biblioteca particular. O clima é aconchegante e os livros estão em ótimo estado. Quem também quer ganhar o status de “centrinho cultural” é o sebo Baratos da Ribeiro. Além dos livros, há CDs e quadrinhos à venda. O gerente e sócio, Maurício Gouvea, planeja produzir um vinil com músicas de bandas independentes, que será a trilha sonora oficial da loja.

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