Violência vira filão no mercado editorial carioca
A crônica policial restrita praticamente, por anos, ao noticiário dos meios de comunicação tomou de assalto o mercado editorial carioca. Prova disso é a sucessão de obras literárias que vêm buscando inspiração na violência urbana. Já chegaram às livrarias, desde o ano passado, pelo menos seis obras de não-ficção sobre o tema. E há outros quatro saindo do forno. Paraíso armado – interpretações da violência no Rio de Janeiro, dos jornalistas Aziz Filho e Francisco Alves Filho, é um desses lançamentos. Os autores reuniram 18 entrevistas com personalidades diversas, entre eles ex-governadores, um oficial da PM e até um bandido condenado, para refletir sobre a trajetória da violência nas duas últimas décadas no Rio. O livro será lançado no dia 1, na Livraria Travessa de Ipanema. A publicação foi a escolhida pela Editora Garçoni para abrir a série Agenda Brasil, que reúne dez grandes temas de interesse nacional. Segundo Luciana Villas-Boas, diretora editorial da Record, a literatura, seja de ficção ou não-ficção, reflete a realidade. Portanto, seria impossível a violência urbana não ter chegado ao mercado editorial.
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