Brasil em revista
Neste primeiro número da revista Nossa História, que recém-chegou às bancas, o historiador Ronaldo Vainfas conta que, no Brasil colônia, expressões religosas eram, na alcova, poderosos estimulantes. “Na boca de maridos, esposas ou amantes, de preferência durante a relação sexual, era coisa que dava excelentes resultados”, escreveu. Seu artigo, “O Brasil de todos os pecados”, no qual esmiúça como religião e erotismo se mesclavam – entre os preconceitos e as restrições que também existiam na sensualidade desta terra selvagem – é a capa da publicação, a nossa primeira revista dedicada à História do Brasil voltada para o grande público. Editada pela Biblioteca Nacional e pela Vera Cruz – responsável pelos aspectos comerciais -, a revista, que custa R$ 6,80 e tem periodicidade mensal, chega ao mercado com tiragem de 50 mil exemplares e a total confiança de um seus idealizadores, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, o bibliófilo Pedro Corrêa do Lago. Só que Nossa História não está sozinha no mercado: este mês chegou às bancas a revista História viva (R$ 8,90), também mensal, criada pela Ediouro com a editora Segmento. Ambas as revistas apostam no mesmo filão, mas a da Ediouro tem conteúdo internacional. Além disso, a editora Abril criou este ano a revista Aventuras na História, com o selo da Superinteressante. Enfim, para cada leitor, uma História.
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