Banquete modernista
O modernismo brasileiro está ganhando um verdadeiro museu portátil. Um projeto chamado “Caixa Modernista” vai disponibilizar ao público, de uma tacada só, réplicas fiéis de boa parte das maiores jóias do movimento detonado na Semana de 22. Esse “banquete antropofágico” inclui edições fac-similares dos livros Paulicéia Desvairada, de Mário de Andrade, e Pau Brasil, de Oswald de Andrade, catálogos como o da histórica exposição de Tarsila do Amaral em Paris, em 1926, a cópia integral do primeiro número da Revista de Antropofagia (1928), fotos, cartões postais, um CD com músicas modernistas, entre outros acepipes. Esse manancial modernista chega às livrarias em dez dias, reunido em uma embalagem semelhante a um grande envelope. Concebida, organizada e apresentada pelo “modernólogo” Jorge Schwartz, 59, a “Caixa” começou a nascer há três anos. Na montagem de “Da Antropofagia a Brasília”, mostra remontada no ano passado na Faap, em São Paulo, Schwartz teve seu “estalo de Vieira”. “Era um absurdo não termos um fac-símile da edição original de Pau Brasil, toda desenhada pela Tarsila e publicada em Paris”, diz ele à Folha. No próximo sábado, a Caixa Modernista, publicada em parceria entre a Edusp, a Editora da Universidade Federal de Minas Gerais e a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, terá lançamento oficial na Pinacoteca do Estado.
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