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Cultura leva livros para fora da Paulista

16 de novembro de 2003
2 min de leitura
CulturaCN-foto

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Durante mais de 30 anos, a Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do mercado, sedimentou o nome e diversificou negócios num único ponto em São Paulo, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, onde abriu uma loja em 1969. Mas a partir do momento que se estruturou para uma expansão nacional, no início deste ano, a empresa montou um projeto de inaugurações para os próximos cinco anos. “A idéia é abrir uma loja por ano e nas principais capitais do País”, diz o diretor da Cultura, Sergio Herz. Além das capitais, o interior, principalmente cidades de maior porte, como Campinas e Ribeirão Preto, estão no foco da empresa. “Mas a prioridade são as capitais, onde o potencial de consumo é mais fácil de ser avaliado,” diz Herz. Ele observa que o modelo de loja adotado pela empresa exige investimentos altos. “Uma média deR$ 6 milhões, metade para a montagem e outra metade para o estoque.” A primeira livraria fora de São Paulo foi aberta em abril, em Porto Alegre, no Bourbon Shopping Country, numa área de 2.350 m². A próxima meta é Recife. Herz inaugura em abril de 2004 uma loja, no Paço Alfândega, centro histórico do Recife. A livraria, com 2.300 m², será âncora de um novo centro de compras, cultura e lazer instalado numa antiga edificação restaurada, datada de 1732, que abrigou um convento e a alfândega. A abertura de outras lojas, ainda em 2004, está em exame e não está descartada a inauguração de mais uma unidade na capital. A Cultura deve fechar o ano com um crescimento real de vendas em torno de 10% em relação ao mesmo período do ano passado, na comparação das mesmas lojas. Se for incluída a livraria de Porto Alegre, aberta este ano, o resultado deve ser 35% superior a 2002.

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