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Gastronomia invade as livrarias

16 de novembro de 2003
2 min de leitura
031116letras

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Os autores divergem. Qual livraria do Rio é melhor no quesito gastronomia? Não estamos falando de livros mas de comida mesmo. De pequenos cafés com mesinhas imprensadas no meio de livros a ótimas opções para quem busca uma comida leve, o cardápio das livrarias cariocas vem evoluindo a passos largos. Com isso, elas estão se transformando nos grandes points da cidade, onde estrelas das novelas se esbarram com intelectuais, ilustres desconhecidos puxam papo com seus escritores preferidos, pessoas sozinhas se sentem à vontade para sentar, comer e folhear algum livro. Os paulistas, tão orgulhosos de suas megastores, agora morrem de inveja. Há pelo menos três projetos em andamento para levar o modelo carioca de livraria-café para animar a vida intelectual da cidade. O mais ousado deles pode unir uma rede de livrarias com a cara do Rio com um conhecido restaurateur paulista que, mal se mudou para perto da praia, virou freguês assíduo. “O café não é apenas um chamariz para quem gosta de livro. É também para quem quer sair de noite. Qualquer um pode folhear uma revista ou livro enquanto toma seu cafezinho”, explica Julio Bruno, um dos sócios da rede Letras & Expressões. O pioneiro Café Ubaldo foi aberto há oito anos na Letras & Expressões de Ipanema. Seu horário imediatamente chamou a atenção da boemia do bairro. Atualmente a livraria fica aberta até a meia-noite, de segunda a quinta. E, de sexta a domingo, até 2h da manhã.

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