A imprensa cantada de Tom Zé
No fim da década de 50, Tom Zé, então rapazote franzino e na inquietude de seus 20 e poucos anos, era estagiário do Jornal da Bahia, em Salvador. Prestes a se tornar repórter contratado e ganhar salário, Tom Zé desistiu da carreira. Largou o jornal para seguir um grupo de amigos músicos que tinham show marcado na Europa (ele acabou não embarcando, mas isso já é outra história). “Sou um repórter fracassado, que decidiu fazer música”, brinca ele, hoje com 67 anos. O músico abandonou o jornalismo, mas continuou a ser um cronista atento do cotidiano e a fazer do noticiário subsídio para suas músicas. Em seu novo CD, Imprensa Cantada, essa faceta é reforçada por um repertório praticamente de inéditas. O CD faz parte de um pacotão Tom Zé, que inclui ainda um livro autobiográfico, Tropicalista Lenta Luta (288 páginas. R$ 39), editado por Arthur Nestrovski, que será lançado no dia 11 de novembro, às 19h, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo.
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