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Memória de uma Hungria perdida

08 de novembro de 2003
1 min de leitura

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Alguém fala, alguém escuta. Essa equação, mais antiga que o próprio tempo, move silenciosamente o mundo. Alguém reconta; alguém relembra. Essa outra equação resume a dinâmica da mais exata metáfora da vida, a literatura. Quem lê um livro escuta uma voz, e há vozes que entediam, outras que aborrecem, algumas que enervam, mas também outras que encantam e magnetizam. É o caso de Pál Pálfi, o dono da voz relembrada pelo narrador do sensível e bem-humorado O companheiro de viagem (Cosac & Naify, 134 pp., R$ 33), do húngaro Gyula Krúdy, relato adorável cujo único porém é a sua imperdoável brevidade.

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