Restrepo leva Jorge Amado à Colômbia
A fotografia de uma prostituta que viveu nos anos 40 e 50 na região petroleira colombiana de Barrancabermeja ficou pregada ao computador de Laura Restrepo, 53, durante todo o tempo em que a autora passou escrevendo A Noiva Escura. De olhar misterioso, olhos puxados e cabelos desgrenhados, a moça era de uma beleza fora do comum, “mas trazia nos traços do rosto um sinal trágico que a transformaria antes em um mito do que em uma lembrança”, diz Restrepo. A partir da imagem, e de uma larga pesquisa entre prostitutas e petroleiros que vivem hoje na região – agora palco dos conflitos entre grupos guerrilheiros e o Exército da Colômbia-, Restrepo construiu um romance com linguagem jornalística. A Noiva Escura (Companhia das Letras 399 pp., R$ 45) mistura depoimentos fictícios baseados nas histórias reais que coletou com uma história de amor criada por ela mesma.
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