Russos continuam em Frankfurt
A premiação de Susan Sontag no domingo, com o Prêmio da Paz dos Livreiros Alemães, deu o principal tom político a uma feira em que o debate sobre a política internacional foi abafado pela grande presença de escritores e intelectuais russos. Em seu discurso, a intelectual americana abordou as origens históricas das diferenças entre EUA e Europa, evidenciadas pela Guerra ao Iraque. Uma vasta programação cultural russa tomou conta de Frankfurt durante a feira e prossegue na cidade esta semana, mesmo após o fim do evento. Somente para a feira, cem escritores vieram diretamente da Rússia para participar de debates. Vieram também outros 37 que escrevem em russo, mas são radicados em países como EUA, França e Israel. Entre os russos presentes, havia nomes importantes, como Yevgueni Yevtuchenko e Andrei Vosnessensky, que pertencem à geração que viveu o comunismo e agora beira os 70 anos. E havia um grupo de 25 jovens escritores com apenas um livro publicado, representando a geração que começou a criar nos últimos anos. Além dos russos, a presença mais badalada foi a do brasileiro Paulo Coelho que, na sexta-feira, entrou para o Livro Guinness de Recordes ao autografar, na mesma noite, 51 edições diferentes de seu livro O Alquimista. Seriam 52 edições, mas os livros em afrikaans não chegaram a tempo. A feira contou também com a presença do ex-campeão de boxe Mohamad Ali, que veio promover um livro gigante comemorativo publicado pela editora alemã Taschen. O livro chama-se Greatest of All Time, tem 800 páginas no formato de 50 cm x 50 cm, pesa 34 quilos e a versão mais cara custa R$ 7.500,00.
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