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Austregésilo de Athayde: Infeliz é quem não morre

08 de outubro de 2003
1 min de leitura

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Se vivo fosse, no dia 25 da semana passada Belarmino Maria Austregésilo Augusto de Athayde teria completado 105 anos do seu nascimento, ocorrido em 1898, na cidade pernambucana de Caruaru. Tinha assim apenas um ano a menos do que a ABL, fundada em 1897, e que ele presidiu durante 33 anos. Eleito seu presidente no dia 26 de dezembro de 1960, só deixaria de sê-lo ao morrer, a 13 de setembro de 1993, a 12 dias de completar 95 anos. Quando a morte sobreveio, já esperava por ela. Costumava dizer-me: “Murilo, infeliz é quem não morre, porque viver também cansa. Quando o homem morre, extingue-se com ele o universo em que viveu e que o fez sofrer e amar. Não tenho medo da morte. Nenhum.”

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