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A escrita intrigante de Dyonelio Machado

05 de outubro de 2003
1 min de leitura

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Em 1941, quando deixou a prisão gravemente doente, o escritor Dyonelio Machado, temendo que a fragilidade o impedisse de escrever a história que arquitetara mentalmente durante o período no cárcere, reuniu a mulher e as filhas ao redor da cama para, nos dias seguintes, anotarem o romance ditado sobre um personagem sem rosto, sem nome e sem personalidade definida. Lançado no ano seguinte, com uma pequena edição de mil exemplares, O Louco do Cati foi recebido por um cortante silêncio. “Só o Érico Verissimo, o Mário de Andrade e o Guimarães Rosa reconheceram na época algum valor na obra”, disse Machado, tempos depois. Depois de um período longe das livrarias, a obra do escritor volta a ser reeditada. Com O Louco do Cati (270 pp., R$ 40), a editora Planeta assume a função, prometendo Os Ratos para maio do próximo ano e, em seguida, Desolação.

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