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E a música foi para o papel

28 de setembro de 2003
2 min de leitura

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É um fenômeno que teve início na década de 90. Desde lá, editaram-se mais e melhores livros sobre música popular do que em qualquer outro tempo. Teses acadêmicas, biografias e perfis de autores e intérpretes, partituras. Também nunca houve tantos debates e conferências sobre o assunto como agora. O marco inicial desse movimento foi a criação da editora Lumiar, fundada no fim dos anos 80 por Almir Chediak. Inicialmente, Almir, que foi seqüestrado e assassinado em maio, publicou livros técnicos. Vieram em seguida os songbooks. O Brasil, país tão musical, não tinha esse tipo de cuidado editorial, antes disso. A Lumiar cresceu a passou a publicar métodos para ensino de instrumentos e biografias. O sucesso da empreitada contagiou a indústria livreira, que produziu marcos importantíssimos, como a biografia de Noel Rosa, de João Máximo e Carlos Didier, e o sucesso de vendas Chega de Saudade, de Ruy Castro. Apenas neste mês, pelo menos cinco novos livros sobre música e músicos chegam às livrarias. Quatro deles estão examinados abaixo: As Vozes da Canção na Mídia (Via Lettera / Fapesp, 240 pp., R$ 40), de Heloísa Valente; Patativa de Assaré – A trajetória de um canto (Escrituras, 320 pp., R$ 14,50), de Luiz Tadeu Feitosa; O Jovem Noel Rosa (Nova Alexandria, 160 pp., R$ 21), de Guca Domenico; e Do Samba-Canção à Tropicália (Relume Dumará / Faperj, 284 pp., R$ 34), de Paulo Sérgio Duarte e Santuza Cambraia Neves.

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