Autoras fazem da Rússia caso de polícia
Certamente é de clássicos como Dostoiévski ou Tolstói o mérito da escolha da Rússia como país homenageado pela Feira de Frankfurt, em outubro, pela primeira vez em 55 anos, mas as estrelas serão os autores de histórias policiais. Ou melhor, autoras, já que o principal filão da literatura russa pós-comunismo é um segmento dominado por mulheres. Nomes como o de Darya Donzova e Polina Dashkova são, além de difíceis de digitar de forma correta, totalmente desconhecidos por aqui. Já na programação da feira, elas aparecem como duas das maiores atrações entre os cem russos convidados, ao lado de Alexandra Marínina, uma criminologista aposentada, fumante e workaholic, autora de 22 livros, que venderam, segundo ela diz, cerca de 30 milhões de exemplares em mais de dez países. Marínina, 46, acaba de lançar seu primeiro livro no Brasil, A Face Radiante da Morte (Geração Editorial, 304 pp., R$ 43), e logo será inevitável ouvir falar dela, porque só vende suas obras em pacotes de cinco romances, ou seja, outros quatro já estão à espera. Clique no título da matéria e leia a entrevista com a escritora.
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