O enorme poeta menor senhor de seus recursos
Testamento de Pasárgada (Nova Fronteira, 352 pp., R$ 42), a antologia de Manuel Bandeira organizada por Ivan Junqueira, está em sua segunda edição, revisada e com atraente apresentação gráfica da editora Nova Fronteira. Já em 1981, quando do primeiro lançamento, o crítico Franklin de Oliveira afirmava que não se tratava de uma simples antologia. E não o é, desde o título, passando pela seleção dos poemas, sua articulação em vinte seções até a forma como são introduzidas. No sóbrio e belo título, está a palavra “testamento” que implica, entre outros sentidos, disposições sobre o patrimônio, indicação de herdeiros, filiações, nomeação de tutores e deve pressupor um testamenteiro à altura da missão. Ivan Junqueira, como organizador da coletânea, está no papel de testamenteiro de Manuel Bandeira, assumindo também a tutoria de seus poemas, seus filhos “de adoção”.
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