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O milagre de Passo Fundo

30 de agosto de 2003
1 min de leitura
jornadacartaz

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Quem conhece Passo Fundo, com menos de 200 mil habitantes, no interior do Rio Grande do Sul, espanta-se quando vê a dimensão das Jornadas Literárias que a cidade organiza a cada dois anos e que vêm se firmando como o maior evento deste tipo no país. Em sua décima edição, encerrada sexta-feira, a Jornada reuniu 230 escritores, intelectuais e artistas, e um público estimado em 20 mil pessoas durante quatro dias. É muito mais do que as 180 que assistiram frente a frente às estrelas brasileiras e internacionais durante a Festa Literária Internacional de Parati (somadas às centenas que puderam ver pelo telão), no início do mês, ou as pouco mais de 100 que lotam o Café Literário diariamente nas bienais do livro. Mas não dá para comparar. Até porque o “milagre” de Passo Fundo, como os escritores se referem às Jornadas, não está apenas nos números, mas na organização impecável, na gentileza e profissionalismo das 350 pessoas envolvidas na sua preparação e na proporção do evento em relação ao tamanho do lugar. “Falar para milhares de pessoas dentro de um circo é uma experiência inédita para o autor brasileiro”, comenta o escritor pernambucano, radicado em São Paulo, Marcelino Freire.

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