Quem ainda aguenta falar da geração 90?
Geração 90, de novo?! Ninguém aguenta mais ouvir falar a respeito. Também parece que ninguém aguenta deixar de falar a respeito. Sábado passado, 26 de julho, a Ilustrada publicou ótima entrevista com quatro dos principais nomes da prosa brasileira contemporânea: Marçal Aquino, Bernardo Carvalho, Milton Hatoum e Luiz Ruffato. Quem se interessa por literatura e não leu “A literatura brasileira dividida por quatro” perdeu algo importante. Os quatro debateram sobre a falta de leitores, o atual mercado editorial, a Feira Literária Internacional de Parati, o novo romance social e os possíveis caminhos criativos à disposição dos novos escritores. Mas eis que surge, na metade do bate-papo, o tema pela enésima vez: “geração 90”. Não foi a primeira vez que as antologias Geração 90: Manuscritos de Computador e Os Transgressores receberam críticas na imprensa. Ambos provocaram leituras e resenhas apaixonadas. A favor e contra, pois os dois foram elogiados e malhados com igual energia. Também não foi a primeira vez que as antologias, e o conceito de “geração 90” veiculado nelas, foram criticados de maneira bastante superficial. Mas foi a vez em que a superficialidade dos comentários falou mais alto e da maneira mais arrogante.
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