Publicidade
Voltar CLIPPING

Os dois lares de Isabel Allende

29 de julho de 2003
1 min de leitura

Publicidade
Publicidade

Há dez anos, a escritora Isabel Allende se tornou cidadã americana. Mas, no coração, ela disse recentemente, continua a ser uma latino-americana do Chile, onde estão suas raízes e onde ela viveu 30 de seus 60 anos. Aí aconteceu o dia 11 de setembro de 2001. E, quando assistiu ao World Trade Center pegando fogo na tela da TV, seus sentimentos a respeito de sua identidade mudaram. “Vendo as torres pegando fogo eu não consegui me distanciar”, lembrou ela. Sua dor era crua, e sua identificação com as vítimas dos ataques terroristas em Nova York e em Washington eram tão fortes que Isabel começou a se sentir americana. Em seu último livro, Meu país inventado: uma viagem nostálgica através do Chile (HarperCollins), a escritora tenta mostra como o sentido da identidade não precisa estar ligado à nacionalidade. Às vezes ganha forma em anos de vivência em outro país. Em outras é forjada num momento de intensa conexão, como foi o seu caso.

Tags:
Compartilhar:

Leia Também

Gostou deste conteúdo?

Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email

Toda segunda e quinta
Publicidade