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Ex-votos culturais inundam gabinete de Gil

10 de julho de 2003
2 min de leitura
minc

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O devoto sempre traz consigo alguma coisa, nem que seja um cesto de alegrias de quintal, como diz o ministro em uma de suas canções mais populares, Palco. No ministério há menos de sete meses, o cantor Gilberto Gil já amealha uma das mais portentosas coleções de oferendas do novo governo federal, coisa de encher uma sala inteira. Aonde vai, o ministro recebe um lote de “ex-votos culturais”, cartas e objetos que carregam consigo um pedido de ver um desejo atendido. Alguns são praticamente “indespacháveis”, como dizem seus assessores. Foi o caso de um busto em tamanho natural de barro que Gil ganhou no Rio e, hoje, ornamenta sua sala no Palácio Gustavo Capanema. Em recente viagem ao Rio Grande do Sul, os assessores de Gil tiveram de pedir ajuda a um vôo da Força Aérea Brasileira para despachar todo o material que o ministro ganhou dos fãs. A coleta, só no Rio Grande do Sul: 66 exemplares de livros e revistas, 43 projetos de alternativas culturais, 36 cartas, 40 CDs, mais de cem folders e programas, mais de cem fotos e postais; cinco fitas de vídeo; um pulôver do Partido Verde; duas placas de homenagem; oito xilogravuras; bonés, pastas, doces, vinhos, desenhos, chaveiros, canecas, mapas, lenços, uma cesta com todo material para chimarrão e um avental para preparo do churrasco.

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