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O belo Billy Budd num mundo sem lugar para anjos

05 de julho de 2003
1 min de leitura

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A novela Billy Budd (Cosac & Naify, 160 pp., R$ 33) só foi publicada 28 anos após a morte de Herman Melville. Sua viúva julgou que o manuscrito, cheio de correções, rasuras e frases ilegíveis, estava inacabado, e o deixou guardado numa maleta. Até hoje se discute se o escritor chegou à versão definitiva do texto. Por exemplo, o crítico Harold Beaver, autor de diversos livros sobre Melville e a literatura americana, garante que não, contrariando o que sugere Bernardo Carvalho na introdução da bela edição brasileira, que traz ainda um ensaio já clássico de Cesare Pavese. O que não se discute é que, mesmo inacabado, Billy Budd mereceu ser publicado, por tudo o que acrescenta e traz de iluminador à obra do autor de Moby Dick. Não foi à toa que Benjamin Britten transformou em ópera, com libreto de E.M. Forster, a história do “belo marujo” que se vê enredado numa intriga de inveja, com conseqüências fatais. Albert Camus, W.H. Auden e D.H. Lawrence foram outros que se debruçaram sobre o texto em artigos críticos.

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