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Simenon entra no time dos grandes

29 de junho de 2003
1 min de leitura

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Como falar da vida de Georges Simenon? Ele nasceu em Liège, em 1903. Em 1922, vem a Paris e ganha a vida escrevendo, sob diversos pseudônimos, pequenos contos breves, sedutores, em revistas como Frou-Frou ou Sans Gène, em que as capas são ornadas com desenhos representando belas damas, com pouca roupa no corpo. Neste ano de 2003, ou seja, 14 anos depois da morte de Simenon, 21 de seus romances foram publicados na coleção mais ilustre do mercado editorial, La Pléiade. O jovem belga que teceu histórias leves para a Frou-Frou foi recebido no paraíso dos grandes. Entre essas duas datas – 1903 e 1989 – é verdade que Simenon trabalhou: 400 livros, 20 pseudônimos, 500 milhões de leitores, traduções em cem idiomas, a construção de um mito, o comissário Maigret, tão famoso quanto Sherlock Holmes ou Hercule Poirot. E mais: nessa obra gigantesca (às vezes, ele escrevia um romance em seis dias, ou até cinco ou seis novelas em 24 horas) há bem mais do que os Maigrets. Há também os romances clássicos, os romances não policiais, e igualmente as memórias, reflexões, reportagens, etc.

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